Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Introdução

 

Um bom prado ou uma boa pastagem exige sementes de qualidade, e uma mistura  adequada a cada caso. As pastagens baseadas em leguminosas são parte integral da exploração agro-pecuária, fornecendo excelente quantidade e qualidade de alimentos, quer para pastoreio quer para fenar ou  ensilar, sobretudo   quando em consociação com as gramíneas  adequadas.

Quando utilizadas em consociação é indispensável a inoculação das sementes das leguminosas, feita com a devida técnica e com as estirpes de RHIZOBIUM, adaptadas a cada variedade. A cultura posterior será beneficiada, pois as leguminosas ajudam a restaurar o índice de fertilidade do solo. 

         Para escolher as misturas correctas  para uma determinada parcela, é necessário conhecer bem alguns factores, como:

                        Ø Tipo e textura do solo ( arenoso, franco, argiloso, etc. ).

                        Ø pH ( ácido, neutro, alcalino ).                     

                        Ø Queda pluviométrica anual.

                        Ø Distribuição da chuva ao longo do ano.

                        Ø Temperaturas extremas.

                        Ø Destino da forragem : permanente, anual, sequeiro ou regadio,    produção de feno ou silagem, pastoreio, defesa contra a erosão, tipo de gado, etc...

                        Ø Resistência a pragas e doenças.

Com uma correcta mistura de variedades e espécies, boa inoculação, boa sementeira e maneio adequado, será incrementada a produção e obter-se-ão maiores lucros.Só uma consociação de boas plantas, provenientes de sementes de qualidade, dará uma boa rentabilidade.

A UCANORTE XXI está disponível para ajudar e apoiar  tecnicamente na melhor opção para cada caso, para isso basta  contactar os nossos serviços técnicos.

Com este blog  pretendemos facultar os conhecimentos básicos para melhor se conhecerem os produtos trabalhados pela UCANORTE XXI

 

 

VANTAGENS DAS MISTURAS
GRAMÍNEAS
Atenuação do timpanismo das leguminosas
Maior concentração de M.S.
Maior poder de competição com as infestantes
Maior riqueza dos compostos energéticos
LEGUMINOSAS
Diminuição do consumo de azoto
Maior concentração de proteínas e sais
Limiar térmico mais elevado.
AMBAS
Melhor aproveitamento dos nutrientes do solo.
Intensificação captação de energia solar.
Melhor distribuição produção ao longo do ano.
Dieta mais completa e equilibrada


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Gramíneas Anuais

 

AZEVEM ANUAL LIFLÓRIA
 É uma variedade diploide de lolium westerwoldicum, de muito rápido desenvolvimento juvenil, sendo a mais precoce das variedades existentes no mercado.
Nos testes realizados na rede nacional de ensaios revelou-se uma das variedades mais produtivas, tendo atingido em braga 14.500 kg de matéria seca / hectare. Muito bem adaptado às condições climáticas da Região do Entre Douro e Minho.
Modo de exploração – Iniciar o pastoreio antes que o azevém tenha 7 / 8 folhas. Pastoreio contínuo ou rotacional; cortes múltiplos para distribuição em verde, feno e silagem.
Produção – 6 a 15 Tons de M. Seca / hectare 12a 20% P. bruta Energia: 0,60 a 0.80 UF/kg de M.Seca
 AZEVEM ANUAL POLLANUM
 É uma variedade tetraploide de lolium westerwoldicum semi-tardio, que apresenta rápido crescimento juvenil e bom desenvolvimento invernal, muito resistente ao frio, que permite iniciar muito cedo o seu aproveitamento para corte ou pastoreio.
Depois de cada corte o seu crescimento é rápido, pelo que se torna uma variedade excelente para proporcionar uma cadeia contínua de produção forrageira durante todo o ciclo vegetativo.
Esta variedade atinge facilmente 11.000 kg / hectare de M. Seca com teor médio de proteína bruta igual ou superior a 14%.
Modo de exploração – Iniciar o pastoreio antes que o azevém tenha 7/8 folhas. Pastoreio contínuo ou rotacional; cortes múltiplos para distribuição em verde , feno ou silagem.
Produção – 6 a 15 tons de M.Seca / hectare 12 a 20% P.Bruta    0,60 a 0,85 UF/kg de M.S.
AZEVEM ANUAL TRINOVA
Azevém italiano tetraploide westerwoldicum tipo alternativo, quer dizer ,espiga no mesmo ano de sementeira, planta bianual de muito rápido estabelecimento com persistência de cultivo de 18 meses, e precoce.
Muito resistente ao frio e doenças da folha, conservando uma cor verde intenso e um aspecto fresco com um alto valor nutritivo para o gado.
Devido ao seu rápido crescimento permite obter até quatro cortes por ano com um grande rendimento.
AZEVÉM ANUAL RALINO
Variedade Tetraploide, de grande persistência e rendimento. Plantas com vegetação abundante, com folhas largas de cor verde escuro, muito apreciadas pelos animais.
Apresenta bons níveis de emergência e arranque após o corte. Tipo alternativo, com grande resistência ao frio e bastante tolerante à Ferrugem.
AZEVÉM ANUAL LICHERRY
Variedade diploide de lolium westerwoldicum, de excelente performance e rápido crescimento, permitindo uma utilização muito precoce. Apresenta uma boa relação proteína/energia com alto teor de Matéria Seca, característica que lhe confere particular interesse para silagem de boa qualidade.
Época de sementeira: Setembro/Outubro
Densidade: 30 a 35 Kg/ha
Profundidade: superficial 0,5 a 2 cm (rolagem aconselhável)
Fertilização de referência
Fundo: Azoto: 30 a 40 Kg/ha de N / Fósforo: 60 a 90 Kg/ha de P2O / Potássio: 60 a 100 Kg/ha de K2O
Cobertura: Azoto: 40 a 60 kg/ha de N, após cada corte ou pastoreio.
Utilização- Não iniciar pastoreio antes que o azevém tenha 7/8 folhas. Pastoreio contínuo ou rotacional; cortes múltiplos para distribuição em verde, feno ou silagem.
Produções
Em função da fertilidade, clima, densidade, data de sementeira e do manejo.
Matéria Seca: 6 a 15 t/ha
Energia: 0,60 a 0,85 UF/kg de M.S.
AVEIA SATIVA – ( AVEIA BOA-FÉ )
AVEIA BOA-FÉ, é uma aveia melhor com bom porte, uma boa capacidade de afilhamento e uma estatura entre 1,5 e 1,8 m. É relativamente resistente à maior parte das doenças e pragas comuns. È relativamente resistente à maior parte das doenças e pragas comuns. É uma variedade muito tardia, cerca de 165 dias da sementeira à primeira flor. Bem adaptada de Norte a Sul de Portugal, preferindo quedas pluviométricas superiores aos 500 mm. Tem capacidade para produzir entre 11 e 13 Tons / hectare de matéria seca.
Implantação – Outonal, preferencialmente em Outubro.
Densidade – Para produção de grão 80 a 100 kg / hectare, para fenar consociada com vicia 50 kg.
Fertilização - Fundo – Média de 50 a 80 uni. de Fósforo e Potássio.
Cobertura – Como reage muito bem a esta fertilização, deverá usar-se 120 uni. no total.
AVEIA STRIGOSA – ( AVEIA SAIA )
AVEIA SAIA, boa capacidade forrageira, pode alcançar até dois metros de altura e atinge uma elevada produção de matéria seca com excelente qualidade. Muito rústica e adaptada a condições climatéricas adversas, combina a excelente produção, com boa resistência à acama. A sua grande capacidade de afilhamento e uma semente muito pequena permite semear com metade da dose das aveias tradicionais.
Implantação - Outonal
Densidade – 60 a 80 kg / hectare
Exploração – Pode ser utilizada em corte ou pastoreio. Este deve se iniciado em Novembro – Dezembro, desde que o terreno não se encontre demasiado encharcado. A sua alta digestibilidade nesta fase faz da aveia SAIA um excelente recurso alimentar de Inverno, evitando o consumo de palhas ou fenos pelos animais. O corte para feno ou silagem, deve efectuar-se quando as plantas estiverem em estado de grão pastoso.
Fertilização de referência Fundo – 30 uni. de azoto / 80 uni. de Fósforo / 80 uni. de Potássio
1ª Cobertura – 40 uni. de azoto quando a planta tiver 3 a 4 folhas
2ª Cobertura – 40 uni. de azoto antes do inicio do encanamento. 
TRITICALE – ( TRITICALE MISSIONERO )
TRITICALE MISSIONERO, é um novo cereal obtido através do cruzamento do trigo x Centeio e cujo nome resulta das primeiras sílabas de « triticum » e « secale » ou seja dos nomes latinos dos seus progenitores. Uma das grandes vantagens deste cereal é o seu valor alimentar e o seu alto valor energético são aconselhadas para arraçoamentos dos animais. E isto porque até ao momento, os grãos de Triticale são os mais ricos em proteína entre todos os grãos de cereais que se conhecem. Para além desta vantagem , de uma forma geral , é mais resistente que o trigo, centeio, cevada ou aveia sendo nos maus solos e nos terrenos impróprios para trigos e geralmente cultivados com centeios ou aveias, muito mais produtivo. A densidade de sementeira é na ordem dos 200 a 220 kg / hectare.


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Gramíneas Perenes

AZEVÉM PERENE

Conhecido por Ray Grass inglês ( lolium perenne L. ). Gramínea muito produtiva, fácil de implantar e explorar. Alta qualidade nutritiva e grande apetência. Adaptado às mais diversas condições de solo. Óptimo em regadio e muito persistente, sendo por isso conhecido por azevém de 7 anos. Em sequeiro terras baixas e queda pluviométrica de pelo menos 700mm.
Implantação – Primaveril ou Outonal, sendo preferível a de Outono pela facilidade de emergência.
Densidade - Estreme – 30kg / hectare / Consociado – 5 a 10kg / hectare dependendo do tipo de prado a estabelecer
ExploraçãoPastoreio, corte, fenação. Forte persistência, mesmo com pastoreio intensivo.
Fertilização - Fundo – 80 a 100 uni. Fósforo / 100 a 150 uni. Potássio
Cobertura – 100 a 150 uni. de Azoto ao longo do ano distribuídas após cada corte. Em consociação com leguminosas normalmente é necessário esta cobertura.
Variedades disponiveis: Tove / Nui / Ernesto
AZEVÉM PERENE HÍBRIDO
Trata-se de uma variedade situada entre o azevém Inglês e o azevém italiano. Comparado com o Italiano o Híbrido oferece uma melhor persistência e resistência ao frio, maior produção e excelente qualidade de forragem, especialmente para silagem e feno. Em comparação com o azevém Inglês, o híbrido tem maior produção durante o segundo e terceiro ano, depois da sementeira. A sua época de maior crescimento é na Primavera. Estabelecimento é mais fácil e ligeiramente mais rápido que os perenes. 20 a 30 kg por hectare.
PANASCO
(Dactylis glomerata L.) vulgarmente conhecido por panasco, é uma gramínea de óptima perenidade, indicada para zonas de queda pluviométrica entre 450 a 650 mm. Sobrevive bem a condições de extrema secura, e arranca mais rapidamente, depois das primeiras chuvas Outonais, do que a Phalaris. Um pouco sensível ao frio , tem a apetência semelhante aos azevéns. Estabelece-se com relativa facilidade, e tem boa persistência. Dormência estival média a nula. Obtém-se óptimas produções em solos férteis, bem drenados, com pH superior a 5,5.
Implantação – Preferencialmente Outonal – Invernal, com uma boa “ cama “ e enterrada a profundidade não superior a 2cm. Suporta ensombramento.
Densidade– Estreme 20 kg/hectare . Consociado com outras gramíneas e leguminosas de 2 a 10 kg / hectare.
Exploração – Pastoreio, corte, fenação e ensilagem.
Fertilização – Em média 160 a 120 uni. tanto de Potássio como Fósforo. Após a implantação, e a seguir a cada utilização, aplicar um total de 120 uni. de azoto fraccionado.
FESTUCA
As festucas dos prados ( festuca pratensis ) e a festuca alta ( festuca arundinácea ) são as melhores gramíneas altas, as mais duráveis, muitíssimo resistentes às condições adversas ( excessos de água ou de secura ), ao frio ao calor, a ph altos ou baixos, a salinidade alta. Suporta mais de um mês sob encharcamento. Muito produtivas e muito apetecidas, desde que pastadas ou cortadas até ao máximo de 20 / 25 cm.
Implantação – Outonal ou Primaveril, sendo preferível o Outono..
Densidade Em Estreme - 20 / 25 kg/ hectare. Consociada – 5 a 15 kg/ hectare.
Exploração – Planta muito apta para pastoreio intensivo, em prados de regadio ou sequeiro. Produz bons fenos, desde que fenada no inicio da floração, podendo também ser cortada para fornecimento em verde.
Fertilização
Fundo – 100 a 150 uni. de Fósforo 150 a 200 uni de Potássio.
Todos os anos, no final da época seca ( meados de Outono ) se exige uma adubação semelhante para manutenção.

          



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Leguminosas Anuais

TREVO SUBTERRÂNEO – DENMARK / DALKEITH

É a designação vulgar de algumas espécies afins de trevos anuais que ressemeiam, originários da região mediterrânica, com diferentes características, que têm entre outras características de comum o facto de encostarem ou enterrarem as sementes no solo, razão pela qual motivou a sua designação. Têm porte prostrado e possuem longas ramificações. A sua adaptação climática às condições mediterrânicas é muito boa. Quanto à adaptação a solos, as cultivares de Trifolium subterraneum vegetam bem em solos pouco profundos e de textura franco-arenosa ou franca, com valores de pH do solo de 5,0 a 6,5.
Implantação – Outonal
Densidade – A quantidade a semear depende do tipo de mistura e da cultivar a semear por isso pode ir de 2 kg de mistura a 22 kg / hectare.
Exploração – A forma mais usual é em pastoreio fazendo parte das misturas utilizadas para pastagens.
Fertilização – Deverá corrigir-se os solos para pH de 5,5. A fertilização de fundo de referência são 100 a 120 uni de fósforo e potássio.
Não aplicar , seja em que caso for, azoto sob a forma nítrica, o que prejudicaria a acção do Rhizobium.
TREVO ENCARNADO - CONTEA
( Trifolium incarnatum,L. )é uma espécie anual que fornece um só corte. A produção de massa verde não é muito abundante, cultiva-se pela sua precocidade. Adapta-se bem a todos os solos de sequeiro e regadio, embora prefira os de textura franco-arenosa a franco-argilosa, de reacção alcalina. Desenvolve-se bem em solos com pH situado entre 6 e 8 desde que já esteja bem enraizado
Implantação – Outonal
Densidade – Em estreme 20 kg / hectare, em consociação 1 a 3 kg.
Exploração – Pastoreio ou em feno. O corte deve realizar-se antes da planta atingir a fase de plena floração em virtude dos botões florais se encontrarem revestidos por uma penugem que endurece e se aglomera no estômago dos animais, provocando alguns distúrbios intestinais.
Fertilização – Quando incluído numa rotação de culturas, o trevo encarnado não necessita de adubação pois beneficia dos fertilizantes aplicados na cultura anterior. Caso se verifique que aterra está muito enfraquecida a incorporação de ligeiras doses de adubos potássicos e fosfatados, favorecem a produção qualitativa da forragem.
TREVO DA PÉRSIA – LASER / LIGHTNING
( Trifolium resupinatum L. ) é uma espécie morfologicamente parecida com o Bersim, cultivando-se como anual no Inverno. As suas características agronómicas e de exploração são também similares se bem que tolera melhor o frio de Inverno e o pastoreio. O seu porte é erecto, e tolera os solos ligeiramente ácidos inclusive mal drenados. Este trevo dá uma forragem de invulgar qualidade e alta capacidade produtiva. Adapta-se bem tanto em sequeiro como regadio, possui uma boa capacidade de rebentação dando origem a vários cortes, e tem uma boa resistência ao pisoteio quando pastoreado.
Implantação – Sempre que possível no Outono
Densidade – A sementeira faz-se em linhas ou a lanço, com densidades que variam entre os 18 e os 30kg/ hectare, sem que a semente fique muito enterrada
Exploração – Normalmente faz parte de misturas que podem ser utilizadas em pastoreio, cortes para ensilar ou fenar.
Fertilização – Deverá colocar-se em fundo cerca de 60-80 uni. de fósforo e potássio, após cada corte ou pastoreio a pastagem responde bem a aplicação de uma cobertura de 50 uni. de Azoto.
TREMOCILHA
A tremocilha de flor amarela tem muito boa resistência ao frio e à secura Primaveril, o que está ligado à sua adaptação a solos arenosos com baixo poder de retenção de água. É sensível ao encharcamento. 
Implantação – Outonal de preferência no mês de Outubro.
Densidade – 50 a 60 kg / hectare
Exploração – Pode utilizar-se em siderações e em misturas anuais com o objectivo de fenar ou ensilar.
Fertilização – Deve utilizar-se em fundo 80 a 100 uni. de Fósforo e Potássio.
TREMOÇO
(Lupinus albus e Lupinus Luteus – ) O tremoço doce, rico em proteínas, tem um grande significado na cultura em solos leves. Planta pouco exigente quanto a água, e seu sistema radicular encontra-se bastante desenvolvido, atingindo a raiz aprumada 2mts de profundidade.
Implantação – Outonal ou Primaveril
Densidade –. A quantidade de semente para sementeira em estreme é da ordem dos 160 a 180 kg / hectare e quando misturada com aveia ( 20 a 40 kg/ hectare ) são necessários 100 a 120 kg / hectare.
Exploração – O tremoço é muito utilizado em sideração para o enriquecimento do solo em nutrientes e melhorar a estrutura do solo. Pode fazer parte de misturas anuais para fenar ou ensilar.
Fertilização – Deverá aplicar-se em fundo 80 a 100 uni. de Fósforo e Potássio.
ERVILHACA
As mais usadas são a vicia sativa L. e a vicia vilosa Roth., normalmente conhecidas por Ervilhacas. Com portes sub-prostados e sub-erectos, atingem estaturas que vão de 0,90 cm a 1,70cm. Ciclos vegetativos de 135 a 165 dias da sementeira à primeira flor. Usados normalmente consociados com aveias e cevadas, que lhes servem de tutor e tornam a massa forrageira mais apetecível. Adaptam-se a uma gama larga de solos , preferindo quedas pluviométrica baixas a altas, devido à sua relativa sensibilidade aos ataques de oídio. Rusticidade bastante boa.
Implantação – Outonal e, mesmo para a produção de sementes, consociada com gramínea.
Densidade – 60 a 80 kg / hectare para a sativa e 50 a 60 para as vilosa, para a produção de forragem é cerca de 20 kg menos do que para a produção de semente. A gramínea usar-se-á na quantidade correspondente à diferença entre o peso da leguminosa e o total de 100 a 120 kg de mistura. É de extrema importância, que os ciclos Biológicos da Ervilhaca e da Gramínea escolhida sejam semelhantes.
Exploração – Normalmente para feno ou ensilagem com aproveitamento, por pastoreio dos restolhos.
Fertilização - Em fundo e de acordo com as análises do solo, aplicar a média de 50 a 80 uni.de Fósforo e Potássio e 30 a 40 uni. de azoto.
VARIEDADE DISPONÍVEL:  JADE ( Vicia Sativa )
 
SERRADELA
É uma planta de clima temperado, muito rústica. Pode ser usada para sideração , para cobertura do solo ou para pastagens. Caracteriza-se por elevada resistência ao frio e à geada. O seu estabelecimento é lento no inicio melhorando com a disponibilidade de água. A profundidade de sementeira deve ser de 2-3 cm.


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Leguminosas Perenes

TREVO VIOLETA

Trifolium pratense L. Embora planta vivaz é explorado normalmente como Bianual. Adaptado a climas frescos exige cerca de 610 mm de queda pluviométrica. Prefere solos com pH entre 5,8 e 6,2 e moderadamente pesados. Apesar disso, é considerado cultura Pioneira em solos de baixa fertilidade com ph de 5,0 e 5,2 devido à sua facilidade de estabelecimento e vigor. Boa competidora espontânea, devido ao porte erecto e rápido crescimento.
Implantação – Primaveril ou Outonal. Produz algo em Inverno não muito frio, e é muito temporão na Primavera.
Densidade– Em estreme 15 a 39 kg / hectare. Muito usado com azevém italiano na dose de 10kg de trevo e 15 kg de gramínea.
Exploração – Óptima para fenar, embora com a fenação possa diminuir a produtividade total. Boa para pastoreio e corte e é óptima para ensilar. Tem digestibilidade e valor energético superiores á luzerna.
VARIEDADE DISPONÍVEL:
ALTASWEDE/KVARTA 
 
TREVO BRANCO
 O Trifolium repens L é, devido à sua durabilidade, à bastante boa resistência ao frio, à sua grande adaptação e ao seu grande valor como forragem, a variedade de trevo mais importante para o estabelecimento de prados permanentes de regadio. Suporta a acidez do solo até 5 – 5,5 de pH, podendo ir até aos 7. É a planta base de qualquer intensificação forrageira. Muito resistente a doenças. Muito persistente devido ao fácil enraizamento nos nós. Adaptado a sequeiro em regiões com queda pluviométrica acima de 650 / 700 mm.
Implantação – Preferencialmente Outonal, pois como tem um arranque Primaveril muito rápido, permite pastoreio muito cedo.
Densidade – Não é usado estreme e em consociação poderá ir até aos 5kg / hectare. Para pastoreio não deve ultrapassar-se esta quantidade, pois como tem óptima apetência, os ruminantes comem-no avidamente podendo provocar timpanizações.
Exploração – Pastoreio directo, corte fenação.
De salientar que esta espécie possui três tipos, um de folhas miudas ( tipo anão ) frequente nos relvados dos jardins, um segundo dito de folhas médias ( tipo holândico ) que é o de maior interesse para as pastagens, e um terceiro tipo de folhas grandes ( tipo ladino ) o qual embora de grande produtividade é menos adaptado ao pisoteio que o anterior.
VARIEDADES DISPONÍVEL:
HUIA – Está especialmente indicado para prados de alta duração, em pastoreio devido à sua persistência. È uma variedade de porte baixo e implantação lenta, com uma grande digestibilidade.
LADINO – De folha larga que permite produções elevadas com excelente qualidade. É utilizado em prados de corte. Possui uma boa capacidade de abrolhamento com grande adaptação a vários tipos de solos nomeadamente ligeiramente ácidos. Pode utilizar-se em corte ou pastoreio.
 
LUZERNA
 Leguminosa de grande interesse pelas suas qualidades económicas: elevada produção de proteína por hectare. São consideradas plantas construtoras de fertilidade do solo, porque aumentam o azoto e a matéria orgânica, além de melhorar a estrutura do solo.
Usada para ensilar, fenar, pastorear e desidratar.
Exigências – Prefere terras francas, argilo-calcárias, profundas de boa estrutura. Evitar a sementeira em solos demasiado ácidos e com subsolo impermeável.
Implantação – Fácil de instalar, necessitando contudo de uma preparação de solo e de sementeira cuidada. Sementeira de Primavera ou no Outono.
Densidade– 20 a 25 kg / hectare, com semeador apropriado e 30 a 35 kg / hectare a lanço.
Exploração – Deve ser cortada no inicio da floração e todas as 5 a 6 semanas seguintes, segundo a região e as condições da cultura.
VARIEDADES DISPONÍVEL: HUNTER RIVER / SIRIVER
TREVO MORANGO -
O Trifolium fragiferum L. É um trevo muito indicado para consociações destinadas a ovinos e equinos. Vai bem tanto em solos argilosos como arenosos. É muito indicado para zonas alagadiças, aguentando até 3 meses de submersão em água corrente e até um mês em água estagnada, suportando ainda pH de 5,5 até 9. Ao mesmo tempo, resiste muito bem á secura extrema. Faz uma boa cobertura do solo, evitando, depois de implantado, os efeitos perniciosos do pisoteio, tanto na areia como nos terrenos excessivamente húmidos, devido á almofada que provoca.
IMPLANTAÇÃO – Primaveril ou Outonal, preferencialmente em seco antes das primeiras chuvas Outonais.
DENSIDADE DE SEMENTEIRA – Raramente é usado em estreme ( 10kg / hectare ). Em consociação, entre 1 a 2 kg / hectare, dependendo da mistura a usar e do solo a que se destina.
MODO DE EXPLORAÇÃO – Pastoreio, corte e fenação. Usado normalmente em prados de regadio, é económica a sua exploração de sequeiro em solos húmidos.
VARIEDADES DISPONÍVEL:PALESTINE

 



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Misturas Anuais

MISTURAS ANUAIS

Reconhecendo a importância da rotação “milho – forragem de Outono”, nas explorações leiteiras intensivas do Norte da Península Ibérica, torna-se imperativo nos dias de hoje valorizar as forragens de Outono-Inverno.
Foi neste contexto que a Fertiprado idealizou as misturas anuais de forma a que as explorações possam produzir forragens com excelente qualidade e produção. Estas misturas ricas em leguminosas permitem fixação biológica de azoto, com as seguintes vantagens:
·                     Forragens de superior valor alimentar, com especial incidência na proteína e digestibilidade.
·                     Redução da aquisição de alimentos fora da exploração.
·                     Redução dos adubos azotados.
As sementes das várias leguminosas usadas nas misturas Fertiprado, são inoculadas com Rhizobium, assegurando elevadas taxas de fixação de azoto atmosférico. Assim, estas leguminosas promovem um aumento considerável da produção e da proteína, permitindo também, reduzir ou anular a utilização de adubos azotados.
A possibilidade de fazer diferentes aproveitamentos, as misturas anuais Fertiprado permitem que os agricultores possam decidir em função das necessidades da sua exploração.
NORMAS GERAIS DE INSTALAÇÃO
Preparação do terreno – Deve efectuar-se de forma a que uma camada superficial com espessura mínima de 10 cm fique bem desfeita.
Época de Instalação – No Outono, o mais cedo possível, antes que a terra arrefeça.
Doses de sementeira:
SPEED-MIX – 30-40 KG/HECTARE
FERTIFENO – 35-45 KG/HECTARE
AVEX – 40-50 KG/HECTARE
Enterramento da semente – Devido à pequena dimensão das sementes, é importante que aterra esteja bem preparada e que a semente fique colocada entre 0,5 e 1cm de profundidade, para isso deverá ser utilizado um rolo compactador. Após a distribuição da semente é totalmente desaconselhado o uso de fresas, grades de discos e maquinaria similar para evitar excessivos enterramentos.
Fertilização de referência ( as adubações devem fazer-se de acordo com as analises do solo )
Fundo – Azoto 20-40 uni. /ha – Fósforo 60-90 uni. /ha – Potássio 60-100 uni./ha.
NORMAS GERAIS DE UTILIZAÇÃO
Corte de Limpeza – Sempre que a parcela apresente uma quantidade de infestantes considerável, é fundamental no Outono, fazer um corte de limpeza o mais cedo possível par não comprometer a produção forrageira.
Fertilização de cobertura – A aplicação de chorumes depois do corte de uma mistura com leguminosas deverá ser feita em quantidades reduzidas, não convém passar os 15m3/ha, para que as leguminosas suportem o choque do azoto. Pelas mesmas razões a aplicação em alternativa de azoto mineral não deverá ser superior a 40 unidades por corte.
Conservação – É fundamental fazer uma pré-fenagem da forragem de 2 a 3 dias por forma a termos 30% a 40% de matéria seca na silagem.
 
SPEED-MIX ROTAÇÃO / NORTE
É a gama de misturas anuais que, pela sua versatilidade, permite uma utilização intensiva em pastoreio durante todo ou parte do seu ciclo, podendo também ser aproveitada para corte único ou cortes múltiplos, para distribuição em verde, feno ou silagem. Excelência e inovação da gama SPEEDMIX, têm permitido, ao longo dos anos, a expansão em varias regiões de Portugal, Espanha e Itália, sendo reconhecida a sua qualidade em diversos sistemas de exploração. Composta por uma rigorosa selecção de azevéns anuais do tipo westerwoldicum, e por leguminosas anuais de rápido crescimento, proporciona um alimento completo, rico em energia e proteína, com alta digestibilidade. As sementes das várias leguminosas usadas na gama SPEEDMIX, são inoculadas com Rhizobium, assegurando elevadas taxas de fixação de azoto atmosférico. Assim, estas leguminosas promovem um aumento considerável da produção e da proteína, permitindo também, reduzir ou anular a utilização de adubos azotados.
A fixação biológica de azoto, pela simbiose leguminosa/Rhizobium, promove um aumento de fertilidade do solo com beneficio também na cultura seguinte.
Sementeira
Preparação do terreno: deve efectuar-se de forma a que uma camada superficial, com a espessura mínima de 10 cm, fique bem desfeita e relativamente plana.
Época: de Setembro a Outubro (o mais cedo possível)
Densidade: 30 a 40 kg/há
Profundidade: a semente deverá ser enterrada a uma profundidade máxima de 0,5 a 1,0 cm, sendo indispensável compactar a terra após a sementeira. Deve utilizar-se preferencialmente um rolo dentado, ou, em alternativa, grade de bicos ou arrojão, de forma a incorporar superficialmente a semente e deixar a terra bem compactada.
Fertilização de referência - Fundo: Azoto: 20 a 40 unidades de N/há - Fósforo: 60 a 90 unidades de P2O5 /ha - Potássio: 60 a 90 unidades de K2O/ha - Cobertura - Azoto: 30 a 40 unidades de N/ha em Novembro a Janeiro
 
FERTIFENO AC
Mistura de gramíneas e leguminosas anuais, destinadas a um corte único para feno ou silagem. É constituída a partir de variedades semi-tardias de azevéns westerwoldicum associadas a vários trevos e ervilhacas. É uma consociação altamente produtiva para a obtenção de um feno de grande qualidade. Embora seja uma mistura dedicada a corte único, pode ser pastado entre Novembro e Dezembro. A inoculação das sementes de leguminosas, usando inoculantes específicos preparados com estirpes de Rhizobium de grande eficácia, asseguram taxas de fixação de azoto elevadas.
Densidade : 35 a 45kg
Fertilização de referência :
Azoto : 20 a 40 uni.
Fósforo : 60 a 90 uni.
Potássio : 60 a 100 uni.
Utilização : Corte único em Maio para fenar ou ensilar, podendo ser pastoreado até Dezembro.
Produções : 6 a 16 Tons/M.S./há
Valor Proteico : 12 a 18% Proteína bruta
Valor Energético : 0,6 a 0,70 UF/kg de M.S.
Fertifeno AC : Indicado para terrenos ácidos. 
 
AVEX I
É uma mistura de Aveia (avena strigosa), com várias leguminosas e azevéns anuais. De estabelecimento muito rápido e de grande crescimento Outono / Invernal, proporciona pastoreio precoce. Reservado a partir de Janeiro, desenvolve um rápido crescimento para a produção de feno ou silagem. Graças à fixação biológica de azoto, a utilização de leguminosas nesta mistura, permite aumentar o teor proteico da forragem e reduzir a utilização de adubos azotados, contribuindo ainda para aumentar a fertilidade do solo.
Densidade : 40 a 50kg/ha
Fertilização de fundo :
Azoto 20 a 40 uni.
Fósforo 60 a 90 uni.
Potássio 60 a 100 uni.
Fertilização de Cobertura : Azoto 30 a 40 uni. Novembro ou Dezembro.
Utilização : O pastoreio pode começar a partir de Novembro / Dezembro. No fim de Janeiro pode guardar-se para corte na Primavera. O corte é aconselhável em Abril ou Maio, quando as leguminosas estiverem em plena floração.
 
MISTURA LUSITANA
É uma mistura anual composta por azevéns anuais ( Braulio / Trinova ), aveia saia, ervilhaca e trevos anuais.
 
TRITIMIX 
Nova gama de misturas anuais recomendada para explorações que necessitem de forragem de qualidade com alto teor em fibra. São misturas muito completas, de elevada produtividade e ideais para produzir forragem utilizando em consociação o triticale, que garante grande qualidade de fibra efectiva, e as leguminosas, ricas em proteína e de alta digestibilidade. Composto por triticale, azevéns anuais, ervilhacas e outras leguminosas anuais, proporciona um alimento completo, rico em energia e proteína, com alto teor em fibra. Constituido por variedades de triticale semi-precoce de e porte alto, assegura que este se estabeleça primeiro como tutor permitindo que as leguminosas possam subir na parte final do ciclo de forma sustentável, evitando assim a acama.
Densidade : 60 a 80 kg / ha ( A semente deve ser enterrada a uma profundidade máxima de 0,5 a 1,0 cm )
Utilização : Embora seja uma gama dedicada a corte único, é fundamental fazer primeiro corte de limpeza (pastoreio ou mecânico) sempre que a parcela tiver um consirerável nível de infestantes, a fim de evitar perdas de qualidade da forragem. O corte deve ser feito em Abril/Maio, quando as leguminosas estiverem no inicio da floração, pois é nesta fase que se obtém a melhor relação qualidade/quantidade de forragem. Para conseguir silagem de boa qualidade é fundamental realizar pré-fenagem dfe forma a obter 30% a 40% de matéria seca.

 



publicado por Carlos Osório às 17:32
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Prados de Regadio

MISTURAS TEMPORÁRIAS - (REGADIO/SEQUEIRO FRESCOS)

MIX II ( CORTE )
Mistura bianual para utilização exclusiva em cortes, quer seja para feno, silagem ou para distribuição em verde. É composta por azevém itálico, azevém híbrido e trevo violeta
MIXIII ( CORTE E PASTOREIO )
Mistura com maior carácter temporário que a anterior      ( de 2 a 4 anos ). Permite a utilização mista em corte e/ou pastoreio, já que as variedades que a compõem foram seleccionadas pela sua capacidade de suportarem pastoreios intensos. É composta por azevém híbrido, azevém itálico, trevo branco e trevo violeta.
Produções - Matéria Seca por hectare : 10—15 Tons / hectare UF / Kg de MS:
Em verde : 0,75 a 0,85
Em feno : 0,60 a 0,70
Proteína Bruta : Em verde : 18 a 22% - Em feno : 12 a 16%
Época de Sementeira
Setembro / Outubro
Densidade
30 a 40 kg / hectare
Preparação do solo
Preparar o terreno de forma a que uma camada superficial com a espessura de 10 cm fique bem desfeita, esmiuçada, firme e relativamente plana.
Profundidade
A semente deve ser enterrada a uma profundidade máxima de 0,5 a 1,0 cm, sendo indispensável compactar a terra após a sementeira, para tal devemos utilizar um rolo dentado, de forma a incorporar superficialmente a semente e deixar a terra bem compactada.
MISTURAS PERMANENTES - (REGADIO)
Prados permanentes de Regadio, são misturas de gramíneas e leguminosas perenes, com elevada produção de erva de qualidade e boa persistência.
Permitem aumentar consideravelmente a produção de erva de qualidade no Verão.
Melhorar a rentabilidade da produção de leite e carne de qualidade.
Facilitar a recria e engorda de animais jovens.
Aumentar a taxa de reprodução das fêmeas.
Produção e manutenção
Ano de instalação – Por serem plantas perenes, estes prados apresentam crescimentos iniciais mais lentos, pelo que a sua primeira utilização é mais tardia que num prado de sequeiro ou numa pastagem anual. Assim o primeiro pastoreio pode ser efectuado 3 a 5 meses após a sementeira, consoante esta se realize de Primavera ou de Outono. No caso de haver infestantes na fase de estabelecimento, devem-se controlar mediante pastoreio com alta carga animal, durante períodos curtos.
Segundo ano e seguintes – Os prados Fertireg podem ser utilizados em pastoreio contínuo ou rotacional, mas o pastoreio rotacional favorece a produção e a persistência do prado. O pastoreio pode realizar-se durante todo o ano, mas recomenda-se um repouso Invernal entre meados de Novembro e Fevereiro, com o fim de assegurar uma maior produtividade. Quando reservado entre Fevereiro e Maio, os prados Fertireg acumulam grande produção forrageira que pode ser aproveitada para corte, proporcionando feno de excelente valor proteico e com alta digestibilidade.
MISTURAS DISPONÍVEIS:
FERTIREG I ( OVELHAS )
FERTIREG II ( VACAS-NORTE )
FERTIREG COM LIMITE DE ÁGUA
FERTIREG CAVALOS

 



publicado por Carlos Osório às 17:31
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Prados de Sequeiro

MISTURAS PERMANENTES - (SEQUEIRO)

 
Mistura para prados de sequeiro de longa duração, é uma gama de misturas de gramíneas e leguminosas seleccionadas pela sua perfeita adaptação a condições específicas de solo e clima, dando lugar a prados produtivos e persistentes.
Densidade : 25 a 30kg / hectare
Fertilização de referência :
1º Ano – Azoto 20 a 30 uni. só em sementeiras tardias - Fósforo 70 a 90 uni. - Potássio 30 a 90 uni.
Manutenção – No fim do Verão 25 a 40 uni de Fósforo e30 a 45 uni. de Potássio.
Produção da pastagem – A produção de erva verde destes prados é pelo menos 3 vezes superior à de uma pastagem natural, não sendo raros os casos em que se multiplica por 5 a produção de unidades forrageiras e por 7 a proteína bruta. Esta produção distribui-se principalmente do Outono à Primavera acompanhando os períodos das chuvas. No Verão as folhas e caules secos, bem como as sementes, constituem uma valiosa reserva alimentar.
Utilização da pastagem
Ano da instalação– Após a operação de sementeira deve esperar-se que as plantas atinjam 4 a 5 folhas, podendo nesta altura proceder-se a um curto pastoreio com grande carga animal, com vista ao controle das infestantes. Caso o terreno se encontre encharcado, deve evitar-se a entrada dos animais. Estando o prado bem instalado e desenvolvido poderá pastar-se de preferência em períodos curtos e com elevada carga animal até ao princípio da floração ( Fevereiro / Março ). A partir desta altura, e até ao final do período de maturação ( Junho ), deverá deixar-se o prado em repouso para que produza muita semente. Durante o Verão deverá assegurar-se o consumo total do pasto de modo a garantir uma boa regeneração do prado às primeiras chuvas de Outono.
Segundo ano e seguintes– O pastoreio pode ser praticado de forma contínua ou rotacional, sendo importante usar uma carga animal ajustada à capacidade produtiva. Se possível será vantajoso retirar o gado da pastagem durante as 2-3 semanas que se seguem às primeiras chuvas de Outono
MISTURA DISPONÍVEL: PRADO EXTENSIVO AC 900

 



publicado por Carlos Osório às 17:30
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Revestimentos

MISTURAS PARA REVESTIMENTOS

 

Misturas á base de leguminosas, que permitem :
Eficaz protecção do solo contra a erosão.
Elevadas taxas de fixação de azoto atmosférico.
Melhoria gradual do nível de matéria orgânica.
Maior facilidade na circulação de máquinas e alfaias na vinha.
 
REVESTIMENTOS DISPONÍVEIS:
REVIN ( Revestimento das vinhas )
REVPOM ( Revestimento dos pomares )
REVFLORESTA ( Revestimentos de florestas )
REVOLIV ( Revestimentos de Olival )
 
REVIN ( Revestimentos de vinhas )

O REVIN é uma gama de misturas para revestimento de solos na vinha. As misturas REVIN são biodiversas e concebidas tendo em conta as diferentes condições edafo-climáticas e agronómicas específicas de cada região.

Conscientes que a maioria das vinhas são de sequeiro e sabendo que é de grande importância que não haja competição hídrica entre a vinha e o revestimento, é fundamental que as plantas do revestimento se encontrem na fase final do seu ciclo vegetativo quando a humidade no solo começar a escassear. Por esta razão, normalmente são utilizadas variedades mais precoces e de porte mais prostrado dentro das várias espécies que compõem as misturas.

Para que esta competição não ocorra é fundamental que as sementeiras sejam feitas no Outono (Setembro/Outubro) com espécies de ressementeira natural ou de dormência estival adaptadas ao tipo de solo existente.

A FERTIPRADO dispõe de uma equipa técnica empenhada em ouvir os agricultores e os técnicos responsáveis pela produção, identificando com estes as características da parcela, permitindo assim escolher a melhor solução.

O revestimento de solos nas vinhas é hoje uma técnica utilizada em muitas das mais conceituadas regiões de produção, sendo recomendada frequentemente como boa prática cultural.
O revestimento de solo permite:
 Melhorar a estrutura do solo aumentando a infiltração da água, reduzindo a escorrência e o impacto das gotas de chuva, o que garante uma eficaz protecção do solo contra a erosão.
 Melhorar gradualmente o nível de matéria orgânica do solo, o que se traduz num aumento da sua fertilidade e capacidade de infiltração e retenção de água.
 Diminuir os riscos de lixiviação de nitratos e resíduos de fitofármacos, já que parte destes resíduos são retidos na matéria orgânica e libertados lentamente através da mineralização.
 Aumentar a micro e macro porosidade uma vez que o sistema radicular melhora a penetração da água no solo devido aos canais formados pelas raízes.
 Aumentar a actividade biológica do solo facilitando os sistemas de produção integrada e biológica, pelo incremento das populações de predadores contra algumas pragas e doenças.
 Reduzir a evapo-transpiração tendo em conta que a reflexão dos raios solares faz-se sobre o revestimento e não directamente sobre o solo.
 Melhorar o controle das infestantes através do aumento da competição e alelopatia.
 Fixação biológica do azoto atmosférico, contribuindo para grande economia nas adubações azotadas.
 Maior facilidade na circulação de máquinas e alfaias necessárias às operações de tratamento e colheita.
Escolha da mistura:

A escolha da mistura deve respeitar as diferentes condições de clima e solo, tendo particular atenção à fertilidade do solo.
A FERTIPRADO recomenda três gamas de revestimentos:

REVIN I LEG - revestimentos feitos unicamente à base de leguminosas que garantem elevadas taxas de fixação biológica de azoto atmosférico, contribuindo para elevar o nível de fertilidade do solo.

REVIN II LEGRA - revestimentos feitos com leguminosas e gramíneas, sendo recomendados para situações em que o solo já apresenta boa fertilidade e/ou as árvores possuam vigor vegetativo adequado. O equilíbrio entre gramíneas e leguminosas permite cumprir todos os objectivos do revestimento sem alterar os níveis de fertilidade do solo.

REVIN III GRAM - revestimentos feitos unicamente com gramíneas. São recomendados para situações em que o solo apresenta excesso de fertilidade e/ou as árvores possuam elevado vigor vegetativo. Estas misturas garantem elevada extracção de azoto permitindo baixar significativamente os níveis de fertilidade do solo.
Cuidados a ter no estabelecimento das misturas REVIN:

Preparação do terreno - deve efectuar-se de forma a que uma camada superficial, com a espessura mínima de 10 cm, fique bem desfeita e relativamente plana.

Fertilização e correcções do solo - a que for recomendada para a vinha, mas devemos ser especialmente generosos com o fósforo e se necessário também com o potássio. Os fertilizantes e correctivos devem ser espalhados à superfície.

Escolha da mistura - a escolha da mistura deve respeitar as diferentes condições de solo, clima e cultura principal.
 Sementeira
 Época: de Setembro a Outubro. A sementeira deve efectuar-se o mais cedo possível, logo após a vindima.

 Densidade: 20 a 40 kg/ha

 Profundidade: a semente deverá ser enterrada a uma profundidade máxima de 0,5 a 1,0 cm, sendo indispensável compactar a terra após a sementeira. Deve utilizar-se preferencialmente um rolo dentado.
A condução e manutenção da gama REVIN:

A condução e a manutenção do revestimento engloba um conjunto de operações de vital importância para a sua longevidade e qualidade.

- É conveniente que a erva verde produzida desde a germinação até ao inicio da floração seja cortada e migada, para facilitar a sua incorporação no solo.

- O revestimento deve ser deixado em repouso completo a partir do início da floração das plantas, de forma a produzirem abundante quantidade de sementes. Esta situação é obrigatória no primeiro ano, com vista à formação do banco de sementes, podendo ser facultativa nos anos seguintes.

- Antes do final do Verão é indispensável remover toda a erva seca através de acção mecânica (cortar e destroçar a erva). Os eventuais resíduos de erva seca não removida causam dificuldades na germinação das sementes, e a consequente perda de qualidade do revestimento. Esta recomendação é válida para o primeiro ano e seguintes.
MISTURAS PARA REVESTIMENTOS
REVIN I LEG: misturas de leguminosas.
Sequeiro
. Solos arenosos
. Solos franco/arenosos
. Solos francos
. Solos francos/argilosos
. Solos argilosos
Sequeiros frescos ou Regadio
. Revin Verde

REVIN II LEGRA: misturas de gramíneas e leguminosas.
Sequeiro
. Solos arenosos
. Solos franco/arenosos
. Solos francos
. Solos francos/argilosos
. Solos argilosos
Sequeiros frescos ou Regadio
. Revin Verde

REVIN III GRAM: misturas de gramíneas.
Sequeiro
Revin Seq
Sequeiros frescos ou Regadio
. Revin Verde


publicado por Carlos Osório às 17:29
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Contactos

UCANORTE XXI

UNIÃO AGRICOLA DO NORTE, UCRL

Rua Augusto Ferreira Moutinho Ramos

4425-307 Folgosa MAIA | PORTUGAL

 

Correspondência:

Apartado 1150

4471-909 MAIA | PORTUGAL

 

Tel: +351 22 986 50 10

Fax: +351 22 986 50 19

e-mail: ucamorte.geral@mail.telepac.pt

 

 

 



publicado por Carlos Osório às 14:55
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